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DMRI

DMRI
31 de julho de 2014

Dra. Larissa Bueno, médica oftalmologista da CEVIPA com especialidade em Retina e Vítreo responde a alguns questionamentos comuns sobre a degeneração macular relacionada a idade (DMRI). Caso tenha qualquer dúvida adicional, ficamos a disposição para contato.

QUAIS AS CAUSAS DO DMRI?

Estudos tem demonstrado que existe causa genética e ambiental para seu desenvolvimento.

A idade acima de 55 anos é o principal fator de risco, com incidência de 15 a 25% entre 65 a 75 anos e 40% acima de 75 anos. Outros fatores de risco envolvem:

  • Genética: Pacientes com história familiar de DMRI.
  • Raça: Caucasianos (brancos de origem européia) são mais predispostos do que negros ou hispânicos/latinos.
  • Tabagismo: Fumar dobra o risco de aparecimento de DMRI.

O QUE ACONTECE NA DMRI?

Há uma degeneração da parte mais nobre da retina, a mácula, que é responsável pela parte central da visão.

A mácula recebe informações muito detalhadas da parte central da visão e a envia através do nervo óptico ao cérebro que a interpreta. Precisamos da visão central para a leitura, reconhecer rostos e detalhes de objetos.

Os sintomas podem ser: borramento visual, presença de pontos pretos ou distorção na parte central da visão.

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Há acúmulo de pequenos pontos branco-amarelados de proteínas, chamados drusas, sobre a retina
e em alguns casos pode haver o aparecimento de vasos sangüíneos anormais sob a retina, esses vasos podem provocar vazamento de fluído ou sangue, e seu acúmulo causa borramento ou distorção visual com evolução geralmente rápida.

Na fase inicial da DMRI a visão não é afetada, mas uma vez que há progressão, a visão central pode ser completamente perdida, pessoas com DMRI avançada podem inclusive ser consideradas legalmente cegas, mesmo com o restante da retina saudável. Na maior parte dos casos o impacto visual da DMRI é mínimo.

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Geralmente os sintomas iniciam em um dos olhos e começam a aparecer no outro posteriormente.

QUAIS OS TIPOS DE DEGENERAÇÃO MACULAR?

SECA (atrófica) – É responsável por aproximadamente 85% dos casos. A evolução costuma ser lenta e gradual. Se mudanças forem notadas em sua visão, você deve avisar seu oftalmologista, já que pode haver transformação da fase seca para a forma mais agressiva, que é a úmida ou exsudativa.

ÚMIDA (Exsudativa). Responsável por aproximadamente 15% dos casos, possuí progressão mais rápida e maior impacto visual.

QUAL SEU TRATAMENTO?

FORMA SECA OU ATRÓFICA – Embora não exista um tratamento capaz de reverter os sintomas desta forma. O uso de algumas vitaminas específicas podem retardar a progressão em alguns casos.

FORMA ÚMIDA OU EXSUDATIVA – Quanto antes diagnosticado, maior o sucesso com o tratamento e maiores as chances de preservar a visão central. O tratamento é realizado com aplicações de anti angiogênicos, que são medicações que tendem a fazer os vasos anormais regredirem e assim eliminar o sangue ou fluído que se acumula sob a retina e causa a distorção visual. O número de aplicações necessárias, depende da severidade e resposta ao tratamento em cada caso.

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COMO ESTÃO AS PESQUISAS PARA NOVAS OPÇÕES DE TRATAMENTO DA DMRI?

Há promissoras pesquisas envolvendo tratamento com implante de células tronco e implantes de microchips em casos avançados, trazendo esperança mesmo para casos muito avançados.

 

Postado em Blog por cevipa