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GLAUCOMA – acompanhamento

GLAUCOMA – acompanhamento
9 de fevereiro de 2018

O GLAUCOMA representa a maior causa de cegueira irreversível no Brasil. Dr. Michel Rubin, especialista em Glaucoma da CEVIPA Oftalmologia esclarece que a lesão glaucomatosa é irreversível e apesar de ser uma patologia com grave potencial de acometimento visual, existe diversas opções de tratamento, entretanto para uma maior chance de preservação visual, uma série de fatores devem ser levados em conta:

 

  • TRATAMENTO REGULAR: A maioria dos casos podem ser bem controlados com uso de colírios anti-glaucomatosos, entretanto a baixa aderência pode comprometer o sucesso do tratamento, uma vez que durante o período em que o colírio deveria, mas não está sendo usado, a pressão ocular aumenta e o glaucoma progride. Não é fácil, mas é muito importante que o uso da medicação prescrita seja feita rigorosamente.

 

  • CONSULTAS PERIÓDICAS: O tratamento prescrito pode ter resposta insuficiente, parcial ou excelente. Isso vai variar da classe de medicação escolhida pelo seu médico, da gravidade e tipo de seu glaucoma e principalmente de sua resposta individual. Pode haver indicação de troca, acrescentar medicações ou mesmo mudança no tipo de tratamento proposto. Pode ainda haver perda de efeito, ou seja, uma medicação que estava mantendo o glaucoma sem progressão, pode apresentar diminuição da resposta ao longo do tempo. Quanto mais cedo for identificada a necessidade de alteração no tratamento proposto, menor a chance de progressão, portanto o tempo de retorno recomendado é algo individualizado, mas deve ser obedecido rigorosamente.

 

  • EFEITOS COLATERAIS: É fundamental que seu médico, dentre outros fatores, leve em conta sua saúde e medicações que utiliza, no momento de escolher qual o colírio mais apropriado para seu uso, uma vez que pode haver interações medicamentosas e efeitos colaterais. Os efeitos colaterais das medicações anti-glaucomatosas costumam ser mais frequentes durante seu primeiro mês de uso. Em linhas gerais, opta-se:
    • Resposta satisfatória com efeitos colaterais ausentes ou toleráveis – mantem-se  o tratamento.
    • Resposta satisfatória com efeitos colaterais intoleráveis: substitui-se medicação.
    • Resposta moderada mas não suficiente para adequado controle pressórico adequado: acrescenta-se outra medicação.
    • Resposta insuficiente mesmo sem efeitos colaterais significantes significativo: substitui-se a medicação.

Por ser uma doença que só apresenta sintomas nos estágios finais, é difícil entender a importância do uso de uma medicação cara, em que você não nota nenhuma melhora, pelo contrário, apresenta efeitos colaterais. Portanto compreender a importância real, é essencial para aderência ao tratamento.

 

  • PROGRESSÃO DE TRATAMENTO: Pode ser necessário uso de diversas classes de medicações simultaneamente, acrescentando-se conforme necessário. Casos selecionados, podem ter boa resposta com tratamento a laser e glaucomas mais agressivos, em que há progressão com o uso de medicações máxima tolerada, pode ser necessária realização de diferentes formas de cirurgia.

 

SIGA AS RECOMENDAÇÕES, PERGUNTE EVENTUAIS DÚVIDAS A SEU MÉDICO E CUIDE-SE!

 

 

Postado em Sem categoria por Dr. Michel Rubin